“caía uma chuva fina
em forma de confissão
e eu, solidão
sou como a folha de outono
que sem dono
navegando chega aqui

pra lhe dizer que o abandono
já vai chegando ao fim
e eu, solidão
só falta agora o teu sorriso
um aviso
que a luz do sol está por vir

e se você me vir vagando
sem razão
não vá pensar que o desengano
mora no meu coração
há muito tempo já se foi
a estação que vem depois
descortina todo o esplendor”

domingo de chuva. e fazia tempo que eu não tinha um dia tão bom, e sem nem colocar a cabeça na janela de casa. introspecção? não, mas é que depois de ver e ouvir tanta baboseira achei melhor ficar quieta pra não fazer igual. por hora sou eu e minhas músicas antigas, meus sambas, minhas opiniões, meus chopps com meus pais, minha calculadora científica..

sempre tive amores platônicos, sempre. desde muito criancinha. o primeiro nem sei qual foi, mas o mais antigo que me lembro foi por um short branco cintura alta curtíssimo que xuxa usava. gente, como eu achava lindo e queria e queria e queria.
então, hoje enquanto dirigia indo trabalhar [ainda bem que o meu anjo da guarda sempre me acorda quando estou deveras distraida, quase batendo no carro da frente] tentei enumerar minhas paixões-relâmpago atuais. mas acabei me dando conta de quanto tempo fazia que eu não sentia essa vontade louca e desesperada de ter/ser/estar/etc. nossa, tinha até me esquecido de como era bom essa coisa ocupando minha cabeça nas horas devidas e não devidas. é que ultimamente anda tudo tão monofásico, nenhuma novidade bombástica, nenhum aumento de salário, nenhuma mensagem no celular. acordar, senac, trabalho, ufrn, casa, amém. mas finalmente alguma injeção de ânimo nessa vidinha monótona, porque agora, entre um stress e outro [e olha que estão sendo muitos por esses dias], me pego passeando lá pelo fundo das minhas idéias. e por mais banais que elas sejam, eu nunca conto pra ninguém, como se fosse algo perigoso, proibido. é que as vezes elas se parecem com compulsões. mas não, eu não tenho distúrbios, até porque faço terapia desde sempre. hahahahahahaha. e qual o mal que há em querer?

enfim, enumerando alguns dos meus maiores desejos atuais, só para ficarem registrados em algo "concreto". afinal, quem sabe um dia eu não consiga?

1. jack white e o raconteurs.
2. um top preto da folic que tá 50% off.
3. cat power usando uma camisa de flanela xadrez azul xg.
4. minhas blusas com estampas de banda.
5. batom coral.
6. qualquer porcariazinha vintageandretrô.
7. jhonny deep em edward mãos de tesoura e todo o figurino do filme.
8. o cabelo de madonna na fase erotica.

 

                                     raconteurs

                                      cat power

                                      edward scissorhands

                                      madonna

já disse um querido brian molko a um semgraça serginho groisman: "you know my dear friend, sometimes less is more".

 

e eu digo e repito o mesmo [claro, não no mesmo contexto]. rá!

nunca pensei que isso um dia fosse fazer sentido na minha vida mas..

por hora eu quero cada um no seu quadrado.

reflexão para o período: o que há de novo para descobrir?

" [...] uma das marcas registradas deste momento envolve a idéia de um desacordo entre a sua vontade pessoal e aquilo que você faz no sentido de validar os seus quereres. é como se você quisesse uma coisa, mas os seus atos contrariassem o seu próprio objetivo! procure avaliar esta tendência neste momento, a fim de não se tornar uma espécie de sabotador da própria vontade, layla! [...] "

haemoglobin is the key

to a healthy heart beat.

fazia tempo que eu não atingia esse nível de stress.

nunca pensei que ser produtora de moda desse tanto trabalho. o negócio é que tudo que eu tenho pra fazer está dependendo do casting, só que até agora eu não consegui falar com a organização do evento e marcar quando vou escolher meus modelos e quando vou fazer a prova dos looks. coisa mais desorganizada essa natal fashion weak [o erro foi proposital, claro]. me lembro no desfile outono-inverno 2007, que a locutora enchia a boca para falar "natal fashion week, o terceiro maior evento de moda do brasil". HAHAHAHAHA, era pra levar a sério? acho que nem aquele mar de mundiça, amontoado nas arquibancadas de compensado, estava levando. foi por isso e por mais um monte de outras coisas que eu decidi não me envolver [como espectadora] nessa "semana de moda". ninguém consegue imaginar a raiva que um fashionista sente quando não pode assistir seu tão desejado espetáculo com a tranquilidade merecida. gente, não é como num filme, por exemplo, que se tem meia dúzia de pré adolescentes fazendo bagunça, você sai da sala do cinema direto pro camelô do alecrim, compra o pirata e vê deitado no silêncio do seu quarto [não estou desmerecendo a ira dos cinéfilos ao serem perturbados, até porque eu me incomodo bastante com isso]. depois que a modelo foi embora, acabou. tá, tem as fotos depois na internet. mas não dá pra analisar perfeitamente o caimento do tecido por foto, o balanço que ele tem durante o andar, como a estrutura dele se comporta com os movimentos do corpo. ainda mais pra mim, que além de apaixonada por moda sou estudante de engenharia têxtil.

mesmo tendo prometido a mim mesma e a todos os santos do céu que não iria nunca mais ao natal fashion week, cá estou eu, envolvida de novo. só que dessa vez outras coisas estão envolvidas, além do apreço ao mundo da moda. dessa vez eu fui realmente contratada pela mormaii para realizar toda a produção do desfile, que será dia 23.04, às 20h40. não dá pra dizer o quanto eu estou feliz em colocar meu nome em jogo, em saber que daqui a 8 dias vou ver minhas idéias circulando naquela passarela e no brasil todo [brasil todo sim, a mormaii é uma marca de garopaba/sc e é vendida em todo brasil, ou seja, esse material vai circular], e depois, sem me importar com a bagunça, pegar meu cachê e ir embora. é um sonho de toda uma vida, sabe? que a cada dia que passa vai chegando mais perto de se tornar realidade e eu vejo que não é impossível, como a maioria das pessoas me falavam. hoje eu vejo que vale a pena não dar ouvidos totalmente ao que as pessoas falam quando se tem um sonho, o que se tem a fazer é continuar levantando tijolo por tijolo e lutar para fazer as oportunidades aparecerem. agora o que eu sei é que a universidade tá sendo um grande aprendizado, a mormaii mais ainda. mas ainda bem que o limite eu ainda não consigo enxergar.

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quem?

layla, 20 anos de protetor solar. tentando.. se formar em engenharia têxtil, falar espanhol, vender material de construção, dar aulas particulares de matemática, química e física e enrolar a gastrite.

já era..